quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Diagnósticos clichês

''No princípio, é fácil de curar e difícil de diagnosticar, e que, com o decorrer do tempo, não tendo sido descoberta, nem medicada, torna-se fácil de conhecer e difícil de curar. ''
Tal se dá com as coisas do estado. Tal se dá com as doenças físicas. Tal se dá com as doenças mentais. Tal se dá com as perdições coletivas pós-modernas.
Tantos sonhos em comum, tantas alegrias em comum. Desejos, realizações, tão ordinariamente comuns. Basta perguntar à alguém ao seu lado, qual sua maior pretensão? Se esta envolver algo que distancie do umbigo do ser primata que vos responde fiques feliz, andas meio à exceção. =)
Dizem que mulheres em revolta andam com a criatividade aflorada.. Mas eu não me encontro nem um pouquinho criativa. Vai ver pq essa revolta contra o padrão, contra a moral, contra tudo que é imposição já faz parte de mim. Tipo o direito natural que os filósofos diziam estar intrísecos à natureza humana.
Talvez eu esteja me acostumando a transitar num mundo tão sem cor e sem valores que não há mais tempo de me revoltar.
Talvez.
Não. Talvez eu seja tão confusa que não consiga nem dizer como me sinto diante de tanta ignorância a minha volta.
Talvez.
Talvez eu nem sequer mais ame, nem sequer mais sinta. Talvez eu realmente acredite q a liberdade é o simples fato de poder consumir legalmente.
Talvez tenham me esquecido de me programar pra esse mundinho de aparências q não consigo me encaixar.
Isso.
Mas essa sou apenas eu . Infelizmente. Talvez anteriores descrevem a maior parte da população feminina engajada seriamente em suas compras.
pois é
talvez já nao haja espaço pra crença em utopias solidárias e amorosas.
Quem liga.
Enquanto estiver espaço pra sonhar e agir, nem que seja um pouquinho, nem que nada tenha cura, estou aqui (= talvez já nao cabe na vida de ninguém.





Sempre existe a música no fim.
ps. saudades de quanto o talvez era suficiente