segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ato Cinco. Corta!

Era o início de uma fala de uma personagem que eu brincava de inventar...


P- Ai, querido... Minha tristeza é tão perturbadora... O motivo? Exatamente não conseguir distingui-lo me enlouquece.

Mas também?! Qual o problema, a deficiência que me traz a loucura... Defina-a pra mim, você, tão digno, tão linear. Diga o que pensa, se é que pensa ainda, meu bem-quererr”.

Não (respira)

Deixa eu defini-la! Na sua previsível concepção meu surto corresponde, provavelmente a distúrbios glandulares, hormonais ou algum tipo de falha em meus neurotransmissores...

É. Realmente. Divergir-me de teu pensamento é estar louca, amor... Amanhã, sem falta, procuro um psiquiatra!



E aí eu parei de devanear e deixei a personagem pela metade.

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